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A Geo-Estética (de Baalbek a Palmira) e a Terra como objecto político

Catarina Patrício

Quarta-feira, 16 de Outubro 18 horas no Auditório Museu Colecção Berardo

Resumo

Remontando ao mais arcaico, encontramos a Terra e arche-fósseis (Meillassoux 2008) como Stonehenge ou as Pirâmides.

Estranhamente, as ruínas parecem sempre apontar para um mundo onde a espécie humana já se extinguiu e as coisas só conseguem falar dessa ausência.

Aí, passado e futuro aproximam-se vertiginosamente, e no arcaico descobrimos o problema da extinção.

Ora quer o domínio da ancestralidade, quer a nihilização do existente pelo apocalíptico (Brassier 2007), ainda que constituam problemas ontológicos, revelam-se politicamente necessários: os seres humanos desaparecem e ficam as construções, ainda que ameaçadas por erosões de toa a ordem.

Mas a Terra, está lá sempre.

Trataremos, nesta comunicação, de pensar algumas arquitecturas colectivas, como o templo de Baalbek, Palmira ou as igrejas monolíticas de Lalibela, tendo por pano de fundo a geofilosofia (Deleuze, Guattari 1991) e a geo-estética (Shapiro 2006) de inspiração nietzschiana.

Num momento em que o património mundial da humanidade é ameaçado pelo Estado Islâmico, leia-se na destruição da arte a produção de significado geo-político.

Nota Biográfica

Catarina Patrício Leitão é formada em Pintura pela Faculdade de Belas-Artes da Universidade de Lisboa (2003), mestre em Antropologia pela Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa (2008), onde realizou doutoramento em Ciências da Comunicação (2014), especialidade em Cultura Contemporânea e Novas Tecnologias. Foi bolseira de doutoramento da Fundação para a Ciência e Tecnologia (2010-2014) e bolseira do Programa Gulbenkian de apoio às artes (2015). É actualmente Professora Auxiliar na ECATI-ULHT e investigadora do Centro de Estudos de Comunicação e Linguagens em Pós-Doutoramento, uma investigação financiada pela FCT. Tem ensaios publicados em livros e revistas internacionais, organizou ciclos de conferências e coordenou exposições. Catarina Patrício desenvolve a sua actividade entre a prática artística, o ensino e a investigação científica.

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