universidade lusófona

Contemporaneidade e potência

Quarta-feira, dia 14 de dezembro de 2016 18h no Auditório do Museu Colecção Berardo

Conferencista: Pedro Lapa

Título: Contemporaneidade e potência

Entrada livre

Bio

Pedro Lapa é diretor artístico do Museu Coleção Berardo e professor convidado da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa. Foi diretor do Museu Nacional de Arte Contemporânea – Museu do Chiado e, de 2004 a 2008, curador da Ellipse Foundation. Entre 2008 e 2010 foi também professor convidado da Escola das Artes da Universidade Católica de Lisboa. É doutorado em História da Arte pela Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa. Comissariou muitas exposições em todo o mundo, das quais se destacam as retrospetivas de Amadeo de Souza-Cardoso (Museu Pushkin, Moscovo), Francis Picabia (CCB, Lisboa), James Coleman (MNAC-MC, Lisboa) e ainda Interregnum de Stan Douglas (Museu Coleção Berardo, Lisboa) ou as coletivas More Works About Buildings and Food (Hangar K7, Oeiras), Disseminações (Culturgest, Lisboa), Cinco Pintores da Modernidade Portuguesa (Fundació Caixa Catalunya, Barcelona; Museu de Arte Moderna, São Paulo). Em 2001 foi o curador da representação portuguesa à Bienal de Veneza. Foi coautor do primeiro catálogo raisonné realizado em Portugal, dedicado à obra de Joaquim Rodrigo e é autor de mais de trinta publicações individuais sobre arte moderna e contemporânea, portuguesa e internacional. O Grémio Literário atribuiu-lhe o Grande Prémio de 2008 e o Ministro da Cultura de França, Frédéric Mitterrand, concedeu-lhe a distinção de Chevalier de l’Ordre des Arts et des Lettres, em 2010.

Resumo da Conferência Contemporaneidade e potência

Nesta comunicação procurar-se-á refletir sobre a noção de contemporaneidade, a forma como esta afetou os entendimentos da arte moderna e como pode ser problematizada hoje. Para tal serão revistas algumas conceções de tempo que enformaram as vanguardas artísticas e a partir da sua reconsideração crítica formular-se-ão outros entendimentos, que passam pela emergência da noção de acontecer, da contingência e da potência que esta encerra, para se descobrir, num mundo totalizado pelo presente, como o contemporâneo se pode revelar intempestivo.