universidade lusófona

Exposição “A Terceira Imagem”

Curadoria

  • Victor Flores
  • Sofia Castro
  • Ana David

A exposição “A Terceira Imagem” é dedicada à fotografia estereoscópica em Portugal e ao modo como produziu um olhar sobre os temas, os géneros e as composições fotográficas.

Resulta do primeiro levantamento e estudo nacional das coleções e dos fundos de fotografia estereoscópica dos museus e arquivos públicos portugueses.

Na sequência do estudo e da classificação de mais de 11.500 imagens, o projeto de investigação Stereo Visual Culture (CICANT, ULHT) promoveu conjuntamente com o Arquivo Municipal de Lisboa — Fotográfico e com o m|i|mo, Museu da Imagem em Movimento de Leiria, uma exposição que faz a primeira apresentação das suas coleções e fundos autorais de estereoscopia.

Aurélio da Paz dos Reis, Alberto Marçal Brandão, Emílio Biel, Francisco Afonso Chaves, Jorge Almeida Lima, Arthur Benarus são alguns dos nomes da fotografia portuguesa destacados nesta exposição pelo seu investimento na estereoscopia.

Para além de se promover o reencontro do público com algumas imagens originais e visores de época destas duas instituições, a exposição integra ainda estereoscopias em formato digital, apresentadas em ecrãs 3D, das seguintes instituições: Arquivo Nacional Torre do Tombo, Centro Português de Fotografia, Cinemateca Portuguesa — Museu do Cinema, Museu de Lisboa — CML, Museu Carlos Machado, Museu da Ciência- FCUP e Ecomuseu do Seixal.

O recurso às novas tecnologias permitiu viabilizar esta abrangência da exposição (geográfica, de fundos e coleções, de suportes e formatos estereoscópicos) e, deste modo, partilhar alguns dos resultados do estudo, tais como os temas mais recorrentes da estereoscopia em Portugal, as composições fotográficas que marcaram o olhar fotográfico estereoscópico, a sua estética e ainda a sua promessa de viagem.

A exposição integra ainda um conjunto de imagens que descrevem a promoção e a distribuição da fotografia  estereoscópica em Portugal: as séries estereoscópicas comerciais portuguesas, assim como os anúncios publicitários às versáteis câmaras estereoscópicas.

Ambos permitem compreender a participação da estereoscopia na cultura visual portuguesa dos séculos XIX e XX, esclarecendo também os prazeres visuais que nasceram com a fotografia, …e que a celebrizaram!

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